Dermatologia Clínica

Engloba todas as doenças próprias da pele, mucosas, unhas ou cabelos.

Ela abrange a dermatologia preventiva e oncológica.

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Conheça algumas das queixas mais procuradas:

Acantose Nigricante

É um espessamento e escurecimento da pele que adquire um aspecto aveludado.

Está bastante relacionado com a obesidade.

Normalmente se localiza em área de dobras como pescoço, axilas e virilhas.

Acomete ambos sexos, porem em indivíduos da raça negra são mais suscetíveis.

Tratamento essencialmente clínico, mandatória a investigação de alterações metabólicas

Acne

É uma inflamação da unidade pilossebácea. Mas o que é a unidade pilossebácea? É a associação do pelo e da glândula sebácea. Sofrem influência genética e hormonal que estimulam a hiperprodução de sebo. Esse excesso de sebo associado ao aumento da queratina nestas unidades, causam inflamação, com acentuada proliferação de bactérias.

As lesões inflamatórias se manifestam como cravos, espinhas, cistos e/ou nódulos.

Todas as formas de acne podem ser curadas ou controladas, e é muito importante buscar tratamento precoce, não só por razões estéticas, mas sim para evitar a piora das lesões ou o surgimento de cicatrizes, como também para preservar a saúde da pele e a saúde mental sem prejuízo da autoestima.

Tratamento clínico, limpeza de pele, laser, luz pulsada, peelings químicos e microagulhamento.

Acrocórdons

As famosas “verruguinhas” que os pacientes queixam erradamente, pois não são verrugas verdadeiras. Nada mais são do que pequenos pólipos da mesma cor da pele, totalmente benignas e sem sintomas.
São mais comuns no pescoço, na virilha e nas axilas.
Muitas vezes estão relacionados com obesidade, resistência à insulina e fatores genéticos.
Tratamento: excisão simples, eletrodissecção e criocirurgia.

Alopecia Areata

Doença que provoca a queda de cabelo.

Ainda com causa desconhecida, embora tenha alguns fatores implicados, como a genética e a participação autoimune (ataque do sistema imunológico aos folículos pilosos), e a conseqüente perda de cabelos. Quando essa ação cessa, há nova produção de pelos.

Não é contagiosa e seu curso é imprevisível.

Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar a doença. O principal dano aos pacientes é o psicológico.

Os tratamentos não curam, mas sim, estimulam o folículo a produzir cabelo novamente.

Brotoeja

Nome popular da miliária, causada pela obstrução da saída de suor através da pele.

Aparecem no tronco, pescoço, axilas e dobras de pele, sob a forma de pequenas bolhas de água (vesículas). 

Ambientes quentes e úmidos, excesso de roupas, assim como febre alta favorecem o aparecimento dessas lesões.

Na maioria das vezes desaparecem sozinhas, e outras medidas devem ser orientadas pelo dermatologista.

Câncer de Pele

Responsável por pelo menos um terço de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.

Provocado pelo crescimento desregulado de determinados componentes da pele, e, de acordo com as estruturas afetadas, são definidos os diferentes tipos. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares (o mais prevalente) e os espinocelulares. Apesar de baixa letalidade, são cada vez mais comuns. São tumores desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando impacto inestético aos pacientes.

Menos freqüente dentre todos os cânceres de pele, o melanoma é o tipo mais agressivo.

Embora o diagnóstico normalmente traga medo e apreensão, as chances de cura são de mais de 90% quando há detecção precoce. Assim como em todos os tipos de câncer da pele, a exposição excessiva ao sol é a principal causa.

Alguns hábitos são válidos, como observar regularmente da própria pele, a procura de pintas ou manchas suspeitas, manter bebês e crianças protegidos do sol e consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Catapora

Infecção causada pelo vírus varicela-zoster, altamente contagiosa, mas quase sempre sem gravidade.

É uma das doenças mais comuns em crianças menores de 10 anos.

A transmissão se dá pelo contato direto com saliva da pessoa doente, ou pelo contato com o líquido no interior das vesículas. Após o contato, a criança manifestará os primeiros sintomas em até 15 dias.

Não há tratamento especifico, mas há medicamentos para aliviar os sintomas, e a recuperação completa ocorre de 7 a 10 dias após o aparecimento deles.

Pessoas com catapora devem se manter o máximo possível longe do convívio coletivo até que todas as bolhas sequem.

A vacinação está disponível, mesmo assim o indivíduo pode desenvolver a doença, mas numa forma mais branda.

Celulite

A famosa celulite, tecnicamente chamada de lipodistrofia ginóide, nada mais é que o depósito de gordura sob a pele. Ela se caracteriza pelo aspecto ondulado da pele, tipo “casca de laranja”, em algumas áreas do corpo. Afeta cerca de 95% das mulheres após a puberdade, de todas as etnias, embora seja mais comum entre as de pele branca. Raramente é observada em homens.

Não é considerada uma doença, contudo é uma preocupação estética importante para um grande número de mulheres.

A causa não é plenamente conhecida, e é pouco estudada; existem inúmeras suposições não comprovadas. Os fatores predisponentes parecem ser hereditários (sexo, etnia, biotipo corporal e distribuição de gordura), alterações hormonais e estilo de vida.

Existem vários procedimentos sugeridos que apresentam melhora, desde a drenagem linfática, tecnologias (radiofrequência, ondas de choque ou ondas acústicas e ultrassom focado), injeção de substâncias (ácido poliláctico, hidroxipatita de cálcio) e procedimentos cirúrgicos (subcisão).

Em geral, são propostas associações desses tratamentos com exercícios físicos e dieta adequada, que, sem dúvida, são importantes para saúde geral.

Colagenoses

Grupo de doenças autoimunes, inflamatórias e degenerativas das fibras do tecido conjuntivo (colágeno).

As principais doenças deste grupo são: lúpus eritematoso, esclerodermia, dermatomiosite, artrite reumatoide, síndrome de Sjogren.

Tudo começa por conta de uma desorientação do organismo; o que deveria defender e proteger, começa a atacar, gerando inflamação em diversos órgãos. As alterações na pele podem aparecer sozinhas ou acompanhar outros sintomas, mas com frequência é o primeiro sinal de uma colagenose.

Procure seu dermatologista, um diagnóstico precoce pode mudar o curso da doença e suas consequências.

Dermatoses da Gestação

Desde o início da gravidez, já são perceptíveis as mudanças na pele, cabelos e unhas. O corpo se modifica provocando alterações esperadas (fisiológicas), mas também ocasionando ou piorando condições patológicas.

Cuidar da pele, nesta fase, é essencial. Hidratação adequada de dentro para fora e de fora para dentro, uso de protetor solar e cuidados com os mamilos. Além de uma alimentação balanceada e exercícios físicos, que não é novidade para ninguém.

As modificações durante a gestação se apresentam das mais variadas maneiras: estrias gravídicas, acne, melasma, aumento dos pelos e cabelos e telangectasias. As modalidades patológicas, não tão frequentes, podem aparecer durante este período ou após alguns meses durante o puerpério.

O dermatologista fará o diagnóstico, dentre outras afecções, e realizará o tratamento com os cuidados que devem ser tomados no período gestacional, pois os medicamentos devem ser cautelosamente escolhidos nesta fase.

Dermatoses Infecciosas

Há diversas infecções que podem acometer a pele e/ou outros órgãos ao mesmo tempo.

Uma característica marcante é o seu contágio.

Doenças bacterianas como o impetigo, os abscessos, a escarlatina, as foliculites, etc., necessitam de tratamento precoce por sua apresentação aguda. E outras, por vezes mais crônicas, como a hanseníase.

Doenças virais como os exantemas – vermelhidão mais ou menos intensa – (rubéola, sarampo, caxumba, síndrome da mononucleose, etc.), como o molusco contagioso (poxvirus), como os diversos tipos de herpes (labial, genital, varicela e herpes zoster), como os vários tipos de HPV, que causam desde simples verrugas (popularmente conhecidas como “olho de peixe”) até condilomas genitais.

Doenças fúngicas (micoses) afetam a pele, as unhas e até mesmo os cabelos e pelos.

Doenças causadas por outros parasitas como ácaros, que provocam escabiose, e piolhos, que provocam a pediculose.

Cada doença infecciosa da pele, unhas, cabelos ou mucosas tem seu tratamento específico variando entre medicamentos tópicos ou por via oral e procedimentos como a cauterização, curetagem, crioterapia ou até excisão cirúrgica.

Doenças Bolhosas

Muitas doenças e lesões podem provocar bolhas, mas três doenças auto-imunes (o pênfigo, o penfigóide bolhoso e a dermatite herpetiforme) constam entre as mais graves.

Nos pênfigos vulgar e foliáceo (fogo selvagem), as bolhas são formadas nas camadas mais superficiais da pele, portanto mais flácidas e se rompendo com facilidade, sendo vistas como erosões da pele.

Já no caso do penfigóde bolhoso, epidermólise bolhosa, dermatite herpetiforme, entre outros, as bolhas são maiores e mais tensas, se originam pelo descolamento de camadas mais profundas da pele.

O diagnóstico é feito com exames complementares ao clínico, incluindo anátomo-patológico e imunofluorescência direta, que ajudam a determinar o tipo de doença bolhosa que acomete o paciente.

O dermatologista é o especialista mais indicado para seu diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Eczemas

As populares dermatites, são doenças que causam inflamação da pele manifestada por vermelhidão e coceira. O surgimento se deve a diversas causas, como: pele seca, exposição a um agente capaz de gerar irritação ou alergia (dermatite de contato), reações a substâncias ingeridas, tendência genética, retenção de líquidos veno-linfática nas pernas, entre outros.

Entre o grupo de doenças estão a dermatite atópica, dermatite de contato alérgica, dermatite de contato por irritante, dermatite de fraldas, disidrose e dermatite seborreica.

O tratamento é essencialmente clínico.

Estrias

É um afinamento da pele que aparece quando as fibras elásticas e colágenas (responsáveis pela firmeza da pele) se rompem e formam “cicatrizes”.

No início são lesões lineares rosadas discretamente elevadas e na fase tardia são brancas e deprimidas.

Aparecem após a distensão excessiva ou abrupta da pele, sendo mais freqüentes nas nádegas, coxas, abdome e costas.

Não se sabe a causa, e podem ocorrer em situações como: crescimento rápido durante a puberdade, aumento excessivo dos músculos por exercícios físicos exagerados, colocação de expansores sob a pele ou próteses (de mamas, por exemplo), gravidez, obesidade, uso prolongado de corticosteróides tópicos, orais ou injetáveis e anorexia nervosa.

O uso de cremes hidratantes, embora não haja evidência científica de correlação com a prevenção de estrias na gestação, é uma prática comum, sendo benéfica para a manutenção da qualidade da pele.

O tratamento das estrias representa um desafio e os resultados nem sempre são satisfatórios. O ideal é a associação de técnicas disponíveis como peelings químicos, radiofrequência, microagulhamento e laser.

Flacidez

Com o tempo e hábitos prejudiciais, a pele perde colágeno e elastina, afrouxando os tecidos, os tornando flácidos.

Dependendo das características da flacidez, o tratamento pode ser realizado com substâncias bioestimuladoras de colágeno, associadas ou não a outras tecnologias. Estas são totalmente indolores e, além de tratar a flacidez, atum contra a celulite e a gordura localizada, ajudando na redução de medidas.

Foliculite

Infecção de pele que se inicia nos folículos pilosos.

Parecem pequenas espinhas em torno dos pelos.

Normalmente, a inflamação do pelo se cura sozinha, mas casos mais graves (furúnculos) e recorrentes merecem atenção e tratamento com um dermatologista, pois podem levar a perda permanente do pelo e a cicatrizes.

Importante diferenciá-la da pseudofoliculite da barba, em que há inflamação dos pelos da região. Quando são raspados, ao crescerem, estes pelos não encontram o orifício de saída, se curvam e encravam. Uma dica é usar água morna no barbear, além de massagear os pelos para que fiquem mais amolecidos e passar a lâmina sempre no sentido do crescimento dos pelos.

Granuloma piogênico

Lesão composta por vasos que se forma em resposta a um trauma (manipulações intempestivas – especialmente nos cantos das unhas), em situações especiais (gravidez) e na vigência de certas medicações (isotretinoína).
Tratamento deve ser feito com a remoção da lesão por excisão e sutura, eletrocirurgia, criocirurgia ou cauterização química.

Hemangioma

O hemangioma infantil é o tumor benigno mais comum nessa faixa etária.

As lesões estão visíveis ao final do primeiro mês de vida.

Acomete mais meninas que meninos, e se localizam preferencialmente na face, couro cabeludo e no tronco. 

Durante o primeiro ano de vida, especialmente nos quatro primeiros meses, observa-se um crescimento rápido da área e do volume. A partir de então, a lesão interrompe seu crescimento e começa uma lenta e longa involução. Portanto, todos os hemangiomas, de forma completa ou praticamente completa, desaparecem espontaneamente ao longo da vida. Esse fato faz com que, na maioria dos casos, o tratamento possa se limitar a apenas observar sem necessidade de medicamentos ou cirurgias.

Hiperhidrose

É uma condição que provoca suor excessivo, na qual os pacientes podem transpirar muito até mesmo em repouso. Isso porque as glândulas sudoríparas dos pacientes são hiperfuncionantes por diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças.

Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.

Existem alguns tratamentos disponíveis como cremes e medicamentos. Mas o que tem trazido muitos pacientes é a indicação de toxina botulínica, que pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés, para bloquear temporariamente o estimulo que provoca a sudorese.

Manchas na Pele

As melanoses solares são manchas acastanhadas que aparecem devido a exposição solar prolongada e, principalmente, em pessoas que possuem a pele clara.
Os locais mais afetados são a face, o dorso da mãos, o colo e os braços.
Ao menor sinal de alterações da coloração da pele, é preciso procurar o dermatologista, que indicará o melhor tratamento para cada caso.

Melasma

Manchas acastanhadas crônicas, principalmente na face.
A alteração da coloração da pele gera um grande desconforto do paciente
Mulheres entre 20 e 50 anos (faixa etária reprodutiva) estão mais predispostas, mas os homens também podem ter.
As causas permanecem desconhecidas, mas um fator determinante para o seu aparecimento é a exposição solar. O uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, cosméticos, hormônios e doenças da tireoide, genética, gravidez, dentre outras, podem piorar ou até desencadear a doença.
Tratamento: laser, microagulhamento, drug delivery, clinico.

Psoríase

Doença crônica, inflamatória e não contagiosa. Sua causa é desconhecida, mas sabe-se que pode estar relacionada a alterações do sistema imunológico, a interações com o meio ambiente e a suscetibilidade genética.
Pode se apresentar desde a infância, quando o diagnóstico nem sempre é simples de ser feito.
Classicamente, apresenta placas avermelhadas e descamativas na pele e pode afetar unhas, couro cabeludo e articulações. As lesões nos joelhos e cotovelos levantam a suspeita para o diagnóstico. E sua manifestação é cíclica, ou seja, com períodos de crise (piora) e de acalmia (melhora).
A psoríase não tem cura, mas tem tratamento, procure o dermatologista pois esta doença pode ser muito bem controlada.

Ptiríase Rósea

Doença benigna comum em pessoas saudáveis, principalmente crianças e adultos jovens. É mais comum na primavera e outono. Suas causas ainda não foram completamente esclarecidas.
Ela se apresenta como uma erupção sobrelevada e descamativa, avermelhada e arredondada, autolimitada (com uma duração média de 6 a 8 semanas).  Geralmente benigno e com prognóstico excelente.
Não precisa de tratamento.

Ptiríase Versicolor

Conhecida popularmente como “pano branco”, é uma micose superficial da pele causada por fungos que habitam o folículo piloso. O calor e a umidade favorecem a proliferação deles, que invadem a pele e provocam o aparecimento de manchas redondas no tronco e braços.
O tratamento pode ser feito com medicações aplicadas diretamente na pele ou ingeridas por via oral.

Queda de Cabelos

“ Dra., vou ficar careca!”
Há duas causas frequentes de queda de cabelos:
⦁ Alopecia androgenética (calvície): é determinada por fatores genéticos, hereditários e hormonais (andrógenos – hormônios masculinos). Embora seja mais comum entre o sexo masculino, também pode afetar as mulheres.
⦁ Efúvio telógeno: este nome técnico nada mais é do que o encurtamento do ciclo dos cabelos por interrupção precoce da fase de crescimento.
Diversas causas provocam a parada da fase de desenvolvimento dos cabelos:
– hormonais,
– doenças agudas e crônicas,
– estresse emocional (esta é a maior causa do eflúvio),
– estresse físico (infecções, cirurgias),
– perdas importantes de nutrientes através de cirurgias bariátricas ou dietas restritivas (perda de mais de 3kg ao mês),
– distúrbios de alimentação (anorexia ou bulimia),
– alguns tipos de medicações,
– logo após 2- 4 meses do parto,
– parada da pílula anticoncepcional.

A boa notícia para quem sofre com a perda de cabelo é que o eflúvio telógeno não deixa os pacientes carecas, mesmo com assustadores volumes de queda capilar.

Para saber o tratamento mais adequado, é necessário consultar um dermatologista, que fará uma investigação das características e das prováveis causas do problema.

Dentre as opções terapêuticas estão os medicamentos tópicos e orais, intradermoterapia capilar, microagulhamento, drug delivery, lasers e fotobioestimulação.

Queloide

Crescimento anormal do tecido cicatricial sobre uma área traumatizada por corte ou cirurgia. É como se uma cicatrização não soubesse quando parar de produzir novo tecido. Acontece mais em mulheres de descendência negra ou asiática.

Na grande maioria dos casos, os tratamentos são indicados para evitar as recidivas. Entre eles temos a infiltração de medicamentos e o laser que podem reduzir a altura e fazer com que a cor de um queloide atenue.

Queratoses Actínicas

Representa o quarto diagnóstico dermatológico mais comum no Brasil.

Lesão pré-cancerígena da pele com potencial de transformação para um tipo de câncer de pele (carcinoma espinocelular). Desenvolvem-se nas áreas da pele expostas ao sol, pois são induzidas principalmente pela radiação ultravioleta (UV) e constituem marcadores de exposição solar crônica. Como os efeitos da radiação UV são cumulativos, pessoas mais velhas são as mais suscetíveis a desenvolver ceratoses (queratoses) actínicas.

Todos os casos de ceratose actínica devem ser tratados.

Há medicamentos tópicos que podem eliminar a lesão e procedimentos como criocirurgia, peeling químico pontuado, laser e terapia fotodinâmica.

A proteção solar é a melhor estratégia para evitar a ceratose actínica.

Consultar um dermatologista uma vez ao ano para um exame completo, principalmente se tiver pele clara, história de exposição solar e história pessoal ou familiar de câncer de pele.

Rosácea

Doença vascular inflamatória crônica, com remissões e exarcebações, mais frequente em mulheres, porém quando atinge os homens, o quadro tende a ser mais grave.
A origem da rosácea ainda não é conhecida. Há uma predisposição individual que pode ser familiar e há forte influência de fatores psicológicos (estresse).
Caracteriza-se por uma pele sensível, geralmente mais seca, que começa a ficar vermelha facilmente e se irrita com ácidos e produtos dermatológicos, no geral.
Há uma relação frequente da rosácea com a dermatite seborreica.
Não há cura para a rosácea, mas há tratamento e controle, com muitos avanços recentes. Todos os agravantes ou desencadeantes devem ser afastados ou controlados, como bebidas alcoólicas, exposição solar, vento, frio e ingestão de alimentos quentes.
O tratamento se inicia clinicamente, com o uso de medicamentos tópicos, progredindo para o oral a depender do curso da doença.
Uso de protetor solar com elevada proteção contra UVA é mandatório.
O laser ou a luz pulsada são excelentes para tratamento das telangiectasias.

Urticária

A urtica é uma lesão cutânea comum causada por diversos fatores, incluindo certos alimentos, medicamentos, infecções, doenças internas e estresse.
Caracteriza se por placa avermelhada e edematosa (inchada), muito pruriginosa.

As lesões são fugazes (duram no máximo 24hs) e costumam desaparecer sem tratamento, porem em casos mais severos, podem acometer as mucosas, labial, palpebral e vias aéreas.

O dermatologista é o especialista indicado para o diagnóstico, investigação e tratamento da urticária.

Vitiligo

Doença de pele que cursa com alteração sua pigmentação. Manifesta-se por manchas brancas em consequência da destruição das células que produzem a melanina. Existem fortes evidências de origem autoimune.

A importância desta doença está no impacto psicológico e social.

Há vários tipos de tratamento para o vitiligo, e são mais eficazes quando iniciados precocemente.

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